quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Dia de Sol

Dia de Sol

Nesses dias de sol escuro
Onde o ser nem ser pode mais
O relógio se adianta
Para trazer logo o fim

Já acordo fingindo ser 16;20
Para não precisar esperar tanto
O fim desses imbecis carrascos
Destruidores do amor

Façamos o dia de sol ardente
Dos oprimidos e trabalhadores
Organizados ou alienados de sí
E o poder de todos nós será

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Perdido em si

Perdi-me de mim mesmo, lá dentro
Ao descortinar de algumas nuvens
O sol pareceu arder mais
Se colocando, então
Um pouco de representação da vontade
Achei-me a mim mesmo
Ainda redundante
Atolado, cheio de mim
Lá dentro, mas distante
Sempre esteve aqui
Mas relutante
Perdi-me e achei-me, ainda
Mais uma vez repleto de nada
Aceitando a realidade, mau criada
De que do que de mim basta
É tudo que se tem para ser
Mesmo sem sempre querer
Achei-me a mim mesmo
Encontrei o mesmo que nunca gostei
Sorriso seco e desesperado
Do peito estufado de pretenção de nada
Eu mesmo, enfim
Algo do que mais preciso e odeio
Para persistir e resistir por raiva
E de impulso vazio torcer a verdade posta
E criar, enfim, o caminho suave do nada
Marlon Ribeiro da Silva
#CanalMarlonismo
#Poesiamarlonista

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Alimento

Quero alimentar meu espírito
Para seguir vivo e com afinco
Quero abster-me da vontade violenta
E ser livre da necessidade de ser
Proponho a mim mesmo o sonho
De acordar e ver arvores vivas
Que não virem papeis onde deva escrever
Ciência tola que ningúém vai ver
Quero alcool em meu fígado
Pois é melhor que a necessidade de curar feridas
Usar a dor inata para o belo e a esperança
E a felicidade, a paz que não se vê
Para alimentar as fantasias de minha alma
Quero alimentar meu espirito
E mesmo sem vontade seguir
Para a negação e afirmação de todas as coisas