quinta-feira, 9 de maio de 2013

Agouro e Sorte

Pensas que de ti me afugento?
Sua ausência é o fantasma que queria por perto
Pensas que sua vida causa em mim ranhuras?
Flagelo suficiente não há para falta dessa dor
Consubstanciada está a falta
Que de mentiras me acusa violação
Acrescenta de nada a dor
Perpetrada nas vísceras de odor e sorte
Que de mau agouro e terminante morte
A fumaça de seu espírito se apresenta
Para mim como memória obstante
Como em um tempo onde não ser
Era o que de tudo restou

terça-feira, 30 de abril de 2013

Memória

Memória santa!
Acordei e não lembrei.
Ah! Como foi bom.
Ver o dia e não pensar no sol
A bela arvore falsa em seus olhos,
E o fogo apagado na sua cabeça.
Mas o tormento logo volta,
De que sentido tive em vida
E de que tudo voltou a ruir.
Falso também são meus olhos!
Em minha cabeça, fumaça
Porque o que de minha memória gastas
Na minha mente seria mais útil...
Memória inútil!
Conseguindo voltar a pensar no amor
Como uma coisa boa
Realizável ainda em vida
Pois não lembro mais
De quando era bom
O tempo que passava
Em amor a pensar

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Fim da Vida

No fim da vida
Sempre há um samba
Uma mentira oculta
Que esconde o amor
Por de traz de toda dor
E a esperança inútil
A gota que transbordou
E molhou tudo
Até não restar mais
Verdade que fosse
Escondida pela lama
De toda essa vida suja
Amaldiçoada por sofrer
Por esperar a paz
Impossível de haver
Por ser sempre
Tudo errado