sábado, 5 de maio de 2012

Morra diabo


Morra diabo!
Não te quero mais em minha mente!
Morra demônio! fuja de ti a minha alma.
Não quero estar onde você me levou.

Morre diabo!
Não consigo fugir de ti.
Morra demônio! Que sonho maldito! Não consigo fugir.
Você me mostrou o inferno, e não quero mais estar aqui.

Em seus olhos vejo toda a natureza.
Conheci todas as suas virtudes.
Seus cabelos me lembram da luz.
E como você me ilumina!

Morra demônio! Não posso mais ver seu brilho!
Não quero mais acreditar no inferno!
E foi pra lá que você me levou.
Agora eu não tenho mais casa.

domingo, 22 de abril de 2012

Que sol é esse?

O sol brilha pra quem?
Pra você?
Quem é você, que para ti brilha o sol?
Já olhou para quem está a sua volta?
O sol também brilha para eles?
Que sol é esse?

O sol brilha pra você?
Porque Você sorri tanto?
Existe motivo?
Vejo poucos!
O Sol brilha pra quem?

Quem canta a música certa?
O som está em todos os ouvidos?
Eu não ouço mais nada
Não me venha com suas alegrias!
Odeio a felicidade

Cante pra mim uma canção
Uma canção de amor
Mas não muito melosa
Cante uma canção de prazer
Mas daqueles sem sentido

Sentido não leva a nada
Como a falta dele
O que eu quero?
Nada! Como você.
Ou quero, querer, nada

Inferno!
Todo som brilha no vazio
Não vejo seu som
Não quero mais nada!
Mas ainda falta, falta você
Pelo menos hoje
Seja lá o que isso seja

domingo, 15 de abril de 2012

Resto


Perdi a poesia, mas não faz mal
O sofrimento nunca perde o sentido
Quando estava cantando
Ouviste a canção de meu espírito
Pelo pouco que respondeu
Pensei que seria eterno
Liberdade do espírito é como surdez
Que se adquire na infância
Não canto em seu ritmo
Ritmo eu nunca tive
Nem mesmo cantar eu sei
Mas suspiro mentiras
Quem pode dizer o que é certo?
Se sentir sempre parece falso
O riso não me faz sentido
Nem mesmo chorar
Mas pouco me resta