domingo, 7 de julho de 2013

Dor

Não acredito que Deus se mete no tempo
Não acredito que Deus se mete na vida
Não acredito que Deus se mete no ser
Não creio que ele saiba
Ah! Contingencia! Lá ele está!
Não acredito que Deus mude algo
Mas creio que ele conhece o coração
O coração do homem perdido
O coração de quem sofre
Seja o sofrer qual for
Certamente lá estará
Aquele que sabe como é a dor

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Vislumbre

No sublime te vislumbro
No belo há descanso
É com agonia que canto
A negação de sua ausência

Não cobra nada
E nada espero
Por consciência
Não por vontade

Sua potencia é suave cheiro perto
Sua essência é perpétuo afeto

Minha distância é só medo incerto
Questões ônticas nada solitárias
É grito de todos

No sublime te vislumbro
Fácil de ti na alegria regozijar
Quando sei nunca estar longe
No sofrimento confraternizo
Se torna necessário
Não creio ter algo errado nisso

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Dois Anos

Quanta coisa pode acontecer em dois anos
Mais do que em toda a vida que já foi
Quanto o tempo pode sangrar
Mais que os machucados que ficam
Quanto se pode perder e ganhar
Mais do que a vontade de luta
E assim ainda continuar
Com o tempo atrás e na frente
Quanto pode o caminho passar
E dos passos perder a conta
Ainda assim continuar
Com e sem tudo que foi e pode ser
Nem coração nem pé suprem
Aquilo que a cabeça mal entende
Os dias passam e ainda nem acordar
O sono quase faz perder os sonhos
E acordado não se dar conta do cansaço
Quanta coisa pode acontecer no tempo
Perdido e ganho no espaço
Quanta coisa pode acontecer em dois anos
E se ver de novo perdido no caminho
Quanto o tempo pode ser mais
E menos depois de ter sido
Pois se perde tanto quanto sentido
Se pode ganhar depois de tudo