quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Ser Não Mais

Meu espírito não se acovarda
Ou pede caprichos
Mas, antes, deseja ser ele mesmo
Minhas vísceras não se embolam
Por medo ou susto
Esta é sua anatomia natural.
Obviamente que ser não é,
Para todos, um bolo confeitado
E acordar não é como feriado
E mesmo que o sol esteja
A brilhar sob nuvens escondidas
Ser não é, necessariamente,
Uma lâmpada acesa
Portanto, ir preciso
Para onde a luz não me faça
Doer os olhos.
Na luta contra a felicidade inepta
Falsa, imposta pela necessidade
De ser, ter que.
Meu refúgio e busca não é só
Mas, antes, coragem de tentar
Ser livre.
Por fim, desta feita e razão
Ser deve não ser mais imposição
De necessidade brusca e tosca
Mas reconhecer-se longe
Da necessidade de ser.
E que toda noite seja sábado
E toda tarde domingo
E o trabalho sempre o fim
A cerveja sempre gelada
Para que a vida faça sentido
E não seja somente peso
E com afinco a vida segue

domingo, 7 de julho de 2013

Dor

Não acredito que Deus se mete no tempo
Não acredito que Deus se mete na vida
Não acredito que Deus se mete no ser
Não creio que ele saiba
Ah! Contingencia! Lá ele está!
Não acredito que Deus mude algo
Mas creio que ele conhece o coração
O coração do homem perdido
O coração de quem sofre
Seja o sofrer qual for
Certamente lá estará
Aquele que sabe como é a dor

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Vislumbre

No sublime te vislumbro
No belo há descanso
É com agonia que canto
A negação de sua ausência

Não cobra nada
E nada espero
Por consciência
Não por vontade

Sua potencia é suave cheiro perto
Sua essência é perpétuo afeto

Minha distância é só medo incerto
Questões ônticas nada solitárias
É grito de todos

No sublime te vislumbro
Fácil de ti na alegria regozijar
Quando sei nunca estar longe
No sofrimento confraternizo
Se torna necessário
Não creio ter algo errado nisso