Sim, sou um chorão
Choro ao ouvir uma bela música
Choro ao final de um belo filme
Sou um poço de emoções
E não precisar haver motivo
Nem sentido
Sou frágil
Sinto falta de meus amigos
Choro com lembranças
Sou um chorão
E orgulhoso disso
Talvez, até
Isso seja ser feliz
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Amor Juvenil
Acredito no Som
Ao ponto de que me
sinto
À vontade para odiá-lo
Intimidade
Por vezes
Não alcançada pelos religiosos
Que apenas o temem
As vezes o amo
Com aquele sentimento
juvenil
Que se tem pelo
primeiro amor
Nunca correspondido
E quando acho que me ama
Fico desconfiado
Não por desmerecimento
Mas como por suspeita
de cilada
De ser amado por quem
Aparentemente
Nunca falou comigo
Às vezes o vento
Que seca meu suor
Já frio
Parece refrescar
aquele sentimento
De esperança confusa
De que aquele olhar
frio
Da minha enamorada
Signifique algo
Amor juvenil
Esquecido desde a infância
Inocente
Mas que por vezes vem
a memória
Às vezes acho que era
bom
Sentir aquilo
Impossível hoje em dia
Então o desprezo
Também confuso
Faz-me dar conta
De que não sei
Se ainda amo
Mas sei que não temo
Se houver alguma
verdade
Sobre o que quer que
seja
Ou tenha sido
Essa relação agora
fria
Mas que por vezes
Aquece meu espírito
Tenho memórias da
primeira paixão
Recordo como hoje
O coração em calafrios
Isso já não tenho
Talvez nem seja mais
possível
Mas não esqueço que
Talvez
Algum olhar
Mesmo que
aparentemente frio
Possa ter
Ainda
Algum sentido
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Pelo Fim!
Todo riso me mostra dentes podres
Quando nem esperança faz sentido
E quando o espírito
Que é a união de tudo que nos faz vivo
Morre
Todo suspiro fede
E seu bafo terrível mata o já morto
Da alma infeliz de quem vive sem querer
Nada justifica o sofrimento
Nada justifica a vida
E ser parece apenas um castigo terrível
Imerecido
Ah! Quem me dera não ser
Quem me dera ser não ter que
A felicidade é tão burra que a sorte parece sorrir
E a é tão angústia tão subestimada
Que o belo perde toda graça
Pelo fim!
Pelo fim!
Quando nem esperança faz sentido
E quando o espírito
Que é a união de tudo que nos faz vivo
Morre
Todo suspiro fede
E seu bafo terrível mata o já morto
Da alma infeliz de quem vive sem querer
Nada justifica o sofrimento
Nada justifica a vida
E ser parece apenas um castigo terrível
Imerecido
Ah! Quem me dera não ser
Quem me dera ser não ter que
A felicidade é tão burra que a sorte parece sorrir
E a é tão angústia tão subestimada
Que o belo perde toda graça
Pelo fim!
Pelo fim!
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