sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

Nihil aos 36

 

Nihil aos 36

Gastei, até hoje, muito do meu tempo pensando sobre o que fui.
Mudei e afirmei coisas.
Gastei, também, tempo em necessária demasia, pensando no que pensava sobre isso e o que se deu.
Entendi, e me odeio por muitas coisas.
Gastei ainda mais tempo pensando no que penso agora a respeito disso tudo.
E agora penso que devo/posso, pensar sobre o que sou hoje.

 

OBS: Quando comecei a escrever os pensamentos inúteis da madrugada, com uns 13 ou 14 anos, anotava o dia data e hora. me dei conta de novo que n precisa. Deu vontade de voltar a escrever. 

Vale?


Marlon Ribeiro da Silva. Seu niilista deprimido favorito!

sexta-feira, 10 de junho de 2022

Parar

 

Eu não acredito
E nem quero acreditar
Não tenho vontade
Nem de me movimentar


Eu não sou atoa
Mas mau consigo respirar
Sei que isso enjoa
Nem eu consigo me aturar

O tempo nunca voa
O dia nunca chega a terminar
Espero assim mesmo ansioso
Um sol mais quente despertar

Não desisto ainda
E nem quero explicar
Caminho enquanto consigo
Sei que um dia vou parar


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Dia de Sol

Dia de Sol

Nesses dias de sol escuro
Onde o ser nem ser pode mais
O relógio se adianta
Para trazer logo o fim

Já acordo fingindo ser 16;20
Para não precisar esperar tanto
O fim desses imbecis carrascos
Destruidores do amor

Façamos o dia de sol ardente
Dos oprimidos e trabalhadores
Organizados ou alienados de sí
E o poder de todos nós será

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Perdido em si

Perdi-me de mim mesmo, lá dentro
Ao descortinar de algumas nuvens
O sol pareceu arder mais
Se colocando, então
Um pouco de representação da vontade
Achei-me a mim mesmo
Ainda redundante
Atolado, cheio de mim
Lá dentro, mas distante
Sempre esteve aqui
Mas relutante
Perdi-me e achei-me, ainda
Mais uma vez repleto de nada
Aceitando a realidade, mau criada
De que do que de mim basta
É tudo que se tem para ser
Mesmo sem sempre querer
Achei-me a mim mesmo
Encontrei o mesmo que nunca gostei
Sorriso seco e desesperado
Do peito estufado de pretenção de nada
Eu mesmo, enfim
Algo do que mais preciso e odeio
Para persistir e resistir por raiva
E de impulso vazio torcer a verdade posta
E criar, enfim, o caminho suave do nada
Marlon Ribeiro da Silva
#CanalMarlonismo
#Poesiamarlonista

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Alimento

Quero alimentar meu espírito
Para seguir vivo e com afinco
Quero abster-me da vontade violenta
E ser livre da necessidade de ser
Proponho a mim mesmo o sonho
De acordar e ver arvores vivas
Que não virem papeis onde deva escrever
Ciência tola que ningúém vai ver
Quero alcool em meu fígado
Pois é melhor que a necessidade de curar feridas
Usar a dor inata para o belo e a esperança
E a felicidade, a paz que não se vê
Para alimentar as fantasias de minha alma
Quero alimentar meu espirito
E mesmo sem vontade seguir
Para a negação e afirmação de todas as coisas

segunda-feira, 31 de março de 2014

Sublime Esperança

Nesse momento não sinto vibrando no ar a cor da esperança, Porém, ainda vivente, tento fazê-la vibrar no ritmo do batuque do coração. Ainda vivo, o Som que não sei se mais ouço, e tão pouco o que significa Impele-me a buscar nele a trágica e sublime esperança Sincera e perdida no apogeu da angustia do acaso e incerteza Na experiência e sabedoria que só do sofrimento o advento é possível No desejo de que as desventuras descontroladas preparam para o pior Que pela frente não se sabe o que e de onde vem Por pouco e suspiro que falta Das lagrimas presas na garganta seca Nos versos sem rima e não em forma de prosa Nas palavras simples e perdidas sem sentido Sem narrativa complexa e mesmo sem a beleza da poesia Esperança quero ter, enquanto bater o coração.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Louvor ao Derrotado

Ah, como é bom
Duvido de Jesus como a um amigo
Questiono Deus como de fato a um pai
Ah, liberdade
O rejeito como a um amor desejado
E me afasto sem medo da saudade
Olha esse amor!
Não tenho receio nem mesmo em odiá-lo!
Mas, aos escravos da suspeita razão
Aos pretensiosos à verdade
Que pena há entre esses
Que amedrontados não conhecem
A alegria que é não precisar ser
Pois livre de toda necessidade nos fez
O desconhecido e presente
Som que toca a todos
Principalmente aos ditos surdos
Pois o amor emanado na equivoca criação
Não julga nem pede nada
Ou apenas que a vontade não seja um rito
A certeza não exista
E o ser se desprenda
Como o fez aquele
Que decidiu perder tudo
Para que ninguém precisasse vencer.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Queria

Queria ter fé
Queria acreditar
Queria sentir
Ou até mesmo querer ouvir
Mas não
Não resta nada
A não ser o nada que resta
Pois queria ter
E ter não mais tenho que
Pois não sinto o que sentia
E por fim
Findo é
O que
Talvez
Nunca foi
E se foi
Talvez
Não é mais
Mas eu queria
Queria ter fé
Queria sentir
E assim por diante

domingo, 29 de dezembro de 2013

Gramado

Sentir falta de quando julgava saber,
Parece natural.
Sensação de sentido
Mesmo que falsa, então.
Nostalgia de mentiras aconchegantes
Quando ser não parece, mais,
Uma piada sem graça.
Um acidente horrendo
Desagradável até ao seu promotor, o Criador.
Pois, quando até mesmo o aparentemente belo
Não gera gosto,
Ímpeto ou contentamento,
E não há animo e, então,
Nem o Som, mesmo pensado bom,
Não parece mais, tanto quão,
Quando da adormecida bendita
De quando o ser até, as vezes,
Satisfazia.

Seguro nas raízes sensíveis
De um gramado
Em um jardim mal cultivado
Mas que eventualmente chove
Não deixando morrer
Os resquícios de algo que, outrora,
Gerou vida e não o deixa de fazer.
Marca bem vinda
Cicatriz de herança viva
Mantendo o ser
Mesmo que sufocado
Ainda ali,
Com coragem.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Chorão

Sim, sou um chorão
Choro ao ouvir uma bela música
Choro ao final de um belo filme
Sou um poço de emoções
E não precisar haver motivo
Nem sentido
Sou frágil
Sinto falta de meus amigos
Choro com lembranças
Sou um chorão
E orgulhoso disso
Talvez, até
Isso seja ser feliz

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Amor Juvenil

Acredito no Som
Ao ponto de que me sinto
À vontade para odiá-lo
Intimidade
Por vezes
Não alcançada pelos religiosos
Que apenas o temem

As vezes o amo
Com aquele sentimento juvenil
Que se tem pelo primeiro amor
Nunca correspondido
E quando acho que me ama
Fico desconfiado
Não por desmerecimento
Mas como por suspeita de cilada
De ser amado por quem
Aparentemente
Nunca falou comigo

Às vezes o vento
Que seca meu suor
Já frio
Parece refrescar aquele sentimento
De esperança confusa
De que aquele olhar frio
Da minha enamorada
Signifique algo
Amor juvenil
Esquecido desde a infância
Inocente
Mas que por vezes vem a memória

Às vezes acho que era bom
Sentir aquilo
Impossível hoje em dia
Então o desprezo
Também confuso
Faz-me dar conta
De que não sei
Se ainda amo
Mas sei que não temo
Se houver alguma verdade
Sobre o que quer que seja
Ou tenha sido
 Essa relação agora fria
Mas que por vezes
Aquece meu espírito

Tenho memórias da primeira paixão
Recordo como hoje
O coração em calafrios
Isso já não tenho
Talvez nem seja mais possível
Mas não esqueço que
Talvez
Algum olhar
Mesmo que aparentemente frio
Possa ter
Ainda
Algum sentido

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Pelo Fim!

Todo riso me mostra dentes podres
Quando nem esperança faz sentido
E quando o espírito
Que é a união de tudo que nos faz vivo
Morre
Todo suspiro fede
E seu bafo terrível mata o já morto
Da alma infeliz de quem vive sem querer
Nada justifica o sofrimento
Nada justifica a vida
E ser parece apenas um castigo terrível
Imerecido
Ah! Quem me dera não ser
Quem me dera ser não ter que
A felicidade é tão burra que a sorte parece sorrir
E a é tão angústia tão subestimada
Que o belo perde toda graça
Pelo fim!
Pelo fim!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Ser Não Mais

Meu espírito não se acovarda
Ou pede caprichos
Mas, antes, deseja ser ele mesmo
Minhas vísceras não se embolam
Por medo ou susto
Esta é sua anatomia natural.
Obviamente que ser não é,
Para todos, um bolo confeitado
E acordar não é como feriado
E mesmo que o sol esteja
A brilhar sob nuvens escondidas
Ser não é, necessariamente,
Uma lâmpada acesa
Portanto, ir preciso
Para onde a luz não me faça
Doer os olhos.
Na luta contra a felicidade inepta
Falsa, imposta pela necessidade
De ser, ter que.
Meu refúgio e busca não é só
Mas, antes, coragem de tentar
Ser livre.
Por fim, desta feita e razão
Ser deve não ser mais imposição
De necessidade brusca e tosca
Mas reconhecer-se longe
Da necessidade de ser.
E que toda noite seja sábado
E toda tarde domingo
E o trabalho sempre o fim
A cerveja sempre gelada
Para que a vida faça sentido
E não seja somente peso
E com afinco a vida segue

domingo, 7 de julho de 2013

Dor

Não acredito que Deus se mete no tempo
Não acredito que Deus se mete na vida
Não acredito que Deus se mete no ser
Não creio que ele saiba
Ah! Contingencia! Lá ele está!
Não acredito que Deus mude algo
Mas creio que ele conhece o coração
O coração do homem perdido
O coração de quem sofre
Seja o sofrer qual for
Certamente lá estará
Aquele que sabe como é a dor

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Vislumbre

No sublime te vislumbro
No belo há descanso
É com agonia que canto
A negação de sua ausência

Não cobra nada
E nada espero
Por consciência
Não por vontade

Sua potencia é suave cheiro perto
Sua essência é perpétuo afeto

Minha distância é só medo incerto
Questões ônticas nada solitárias
É grito de todos

No sublime te vislumbro
Fácil de ti na alegria regozijar
Quando sei nunca estar longe
No sofrimento confraternizo
Se torna necessário
Não creio ter algo errado nisso

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Dois Anos

Quanta coisa pode acontecer em dois anos
Mais do que em toda a vida que já foi
Quanto o tempo pode sangrar
Mais que os machucados que ficam
Quanto se pode perder e ganhar
Mais do que a vontade de luta
E assim ainda continuar
Com o tempo atrás e na frente
Quanto pode o caminho passar
E dos passos perder a conta
Ainda assim continuar
Com e sem tudo que foi e pode ser
Nem coração nem pé suprem
Aquilo que a cabeça mal entende
Os dias passam e ainda nem acordar
O sono quase faz perder os sonhos
E acordado não se dar conta do cansaço
Quanta coisa pode acontecer no tempo
Perdido e ganho no espaço
Quanta coisa pode acontecer em dois anos
E se ver de novo perdido no caminho
Quanto o tempo pode ser mais
E menos depois de ter sido
Pois se perde tanto quanto sentido
Se pode ganhar depois de tudo

sábado, 22 de junho de 2013

Meu mundo

Meu mundo não mais se confunde
Por mim mesmo e nem pelo amor
Está torto e incerto de tudo
De nada saber para além do contingente
Esperança e medo

Meu mundo não é só meu ou da minha cabeça
Ele também está confuso e nas ruas

Nesses dias não se houve falar em poesia
Pouco vejo alguém cantar com beleza
Mesmo a esperança me parece falsa
Ela tem, por vezes, causado risos demais
Ainda não vejo sentido

Estou ansioso pelo futuro
Mas receoso de caminhar
O tempo é meu inimigo e companheiro
Como crianças que brigam e faz as pazes o tempo todo

Meu mundo está em briga
Melhor, sempre esteve
Melhor ainda, sempre estará!
Pior, talvez veja, me dou conta, não é meu

De quem é o mundo de que confundo?
Dos incertos, certamente...
Meu mundo se perdeu na terra
Me dou conta estarrecido
Nunca foi meu! Nunca foi meu!

terça-feira, 11 de junho de 2013

Sede



Toda lagrima que ja me fez chorar
Mataria sede de toda gente
Se não fosse de água salgada
Que de nada serve
Apenas mata mais

Pinto fundos de poços
E o fundo de cada poço sou eu
De cada copo que dedico
Á memória que de ti me inebrio
Para esquecer as lagrimas
Que não matam a sede que ficou

Minha sede é o samba que bebi
E esqueci na sarjeta
Cantei uma vez para a lua
E somente a sua luz ouviu
Antes da chuva me despertar
Quando morto cheio de lama

Poema feito com a colaboração, tanto no texto quanto na genial pintura, de Lizandra Santos (http://lizandraliz.blogspot.com.br)

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Inútil

Chega o dia que é melhor sofrer quieto
Do que falar palavras inúteis
Chega o dia que é melhor desistir
Do que ter esperanças inúteis
Chega o dia que é melhor engolir mentiras
Do que falar verdades inúteis
Chega o dia que é melhor não ser
Do que ser inútil
Chega o tempo que é melhor não amar
Do que amar inutilmente

sábado, 25 de maio de 2013

Cabeça em letra

Quando escrevo
Minha cabeça vira letra
Mas a razão, sem noção
Essa vira fumaça
Por isso os versos
Que de tão diversos
Atrozes mas gentis
Cantam erradamente
A verdadeira falta
De sentido e razão
Pois toda letra que sai
De minha cabeça, eu digo
Não tem sentido não